Em cinco anos, os dois eixos acumulam projetos com encargo público de 1969 milhões de euros.
A construção do corredor internacional sul, que prevê a ligação entre Sines e a fronteira com Espanha , prevê que sejam gastos 53 milhões este ano e 144 milhões no próximo, arrecada 430 milhões entre 2018 e 2023.
Ao todo, os projetos no âmbito da ferrovia recolhem 1372 milhões até 2023.
No que toca à expansão dos metros, a verba reservada para três obras – Lisboa, Porto e Sistema de Mobilidade do Mondego – atinge um total de 597 milhões em cinco anos.
Em Lisboa, tal como já tinha sido anunciado, arrancarão as obras de prolongamento da Linha Amarela, entre o Rato e o Cais do Sodré.
No Porto, a expansão passa pela criação de uma nova linha, a Linha Rosa, e a expansão da Linha Amarela, até Vila d’Este.
Verba para comboios e autocarros
A aquisição de material circulante para os metros de Lisboa e do Porto, para a CP e de barcos para a Transtejo contará com 300 milhões de euros até 2023.
A compra de automotoras para a CP será financiada com 5 milhões anuais em 2019 e 2020, a que se somam parcelas de 17 milhões anuais em 2021 e 2022, bem como uma última parcela de 31 milhões em 2023.
Na rodovia, o IP3 receberá a maior parcela: contará com 145 milhões até 2023, sendo esperado um investimento de 15 milhões este ano.
Novo Banco ainda vai exigir 2150 milhões até 2021
O Governo prevê injetar no Novo Banco 2150 milhões de euros até 2021, confirmando os 1149 milhões de euros deste ano e adicionando a previsão de 600 milhões em 2020 e 400 milhões em 2021, segundo o Programa de Estabilidade. A partir dessa data, não estão inscritos valores.
O ministro das Finanças não confirmou serem anos fora do mecanismo de capital contingente, referindo apenas que nesse período se prevê uma diminuição das injeções de capital.
Em cinco anos, os dois eixos acumulam projetos com encargo público de 1969 milhões de euros.