As portas do Mercado do Bolhão só abrem em 2020, mas as empresas que assinam a obra explicaram esta segunda-feira muito daquilo que vai mudar no emblemático espaço da cidade do Porto. São mais de 100 pessoas a trabalhar permanentemente no projeto, que se encontra nesta altura numa das fases mais delicadas.
"A estabilização do edifício, que se encontrava em risco, é agora uma das nossas principais preocupações. Trata-se de um processo complexo, que envolve a reconstrução de muitas das fundações originais. Temos uma equipa de geólogos a acompanhar todo o processo, por forma a garantir que o edifício se vai manter estável e seguro", referiu Filipe Azevedo, administrador da Lucios Engenharia e Construção, responsável pela empreitada, a par da ACA - Alberto Couto Alves.
Numa fase mais avançada, relativa à caixilharia, vidros e coberturas, o maior objetivo é "devolver a autenticidade primordial do mercado, quer na estética, quer nos materiais", frisam as empresas.
A reabilitação das infraestruturas em bom estado junta-se à "replicação rigorosa de tudo o resto", sendo que "todos os materiais estão a ser produzidos em Portugal". A empreitada custa mais de 22 milhões.
"Promete devolver o conforto e a segurança a comerciantes e visitantes", lê-se ainda no comunicado.