Um mês e oito dias depois de nascer no Hospital de S. João, no Porto, Salvador teve alta esta terça-feira, do Hospital de S. João, no Porto.
O bebé milagre – que nasceu a 28 de março, às 31 semanas e seis dias, com 1,7 quilos, de uma mãe em morte cerebral – já come sem ajuda da sonda, mas tem ainda algumas dificuldades respiratórias.
No entanto, segundo os familiares, os médicos consideram ser uma situação normal e, portanto, Salvador, que já pesa 2,4 quilos, foi para casa acompanhado de uma máquina para poder fazer ventilação artificial.
Quem se mostra crítica face ao hospital é Fátima Branco, mãe de Catarina Sequeira e avó de Salvador. "Desde que o meu neto nasceu nunca mais me disseram nada. O que sabemos é pelo pai", diz, criticando o sistema de visitas do hospital.
"Por que é que para visitar o meu neto, só o posso fazer na presença do pai?", questiona.
Fátima frisa que quer participar na educação de Salvador. "Não quero roubar o filho ao Bruno. Eu tenho nove. Queria era ter com ele a proximidade necessária para lhe mostrar quem era a mãe e possibilitar-lhe a mesma educação e princípios que a mãe tinha."
O CM questionou o hospital sobre o sistema de visitas, mas não obteve resposta. Contactado pelo CM, o pai de Salvador, Bruno Sapolo, não quis prestar declarações.